
Anestesia. Pensamentos vagos, inexistentes talvez. Um corpo em movimento, uma mente em total inércia. Por entre os dedos escapa-lhe o controle, a soberania. Enquanto que a sua frente apenas imagens distorcidas e sons silenciados. Nada chega, nada se vai. Tudo some e tudo reaparece. Entre cada ponta existe o vazio. De mãos dadas com a aparente duvida, caminha a diante, sempre reto, mesmo nas curvas. Vagueia por pesadelos, se ilude com sonhos descontínuos.
Anestesia. A alma paralisada pela falta de argumentos.
Alexandre C. Martins – 12 de novembro de 2009