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- TERCEIRO LUGAR, CATEGORIA CONTO - CONCURSO DELICATTA III - Leia o texto.

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Sexo Casual

Ana deita-se nua na cama. Os olhos verdes e repuxados brilham em sintonia com a lâmpada do abajur em cima do criado mudo ao seu lado, enquanto que os cabelos negros cobrem-lhe atrevidamente os pequenos seios. As mãos da mulher passeiam por sobre seu corpo, acariciam maliciosas os pelos pubianos, tão negros quanto a própria noite que se desenrola por trás destas paredes. A boca parece acompanhar em passo musical os entrelaces de desejo emanado de cada poro do corpo feminino em delírio.

Em pé, igualmente nu, defronte para Ana, Gabriel, ainda tonto de prazer demonstra sua excitação, alisando sua fonte de luxúria, evidenciando sua fome e ardor. O corpo másculo estremece junto ao de Ana enquanto encaminha-se para o leito em brasa. Deita-se por sobre a mulher, a qual em meio a um devaneio erótico desmorona, entregando-se por completo. Lábios se tocam ardentes, em meio a beijos fogosos, mãos se desentendem num ritmo frenético de carícias, e Gabriel, finalmente, abre caminho entre as pernas de Ana.

Os órgãos aquecidos pelo momento se encaixam perfeitamente e num instante se desligam do restante do corpo para deixar clara a soberania do ato. Movimentos ainda mais intensos se desenrolam, dançando ao som dos gemidos e palavras desconexas. E ainda, num ultimo suspiro, numa ultima golfada de prazer, os dois se contorcem, enquanto seus corpos exaustos se desintegram por sobre os lençóis desgrenhados. Um último gemido, uma ultima palavra, uma ultima respiração. Num instante são apenas um, Ana e Gabriel, na cama, no leito do prazer, naquela noite de inverno.

O dia amanhece como o deveria ser. Ana ainda está deitada na cama. Roupas espalhadas pelo quarto são a prova da noite bem aproveitada. No teto, o ventilador parado afronta a mulher de olhos vidrados no objeto. O corpo tenro e jovial procura ao lado um outro ao qual possa se abraçar. Não há nada além do espaço vazio e solitário.

Fecha os olhos, abraça um travesseiro entre as pernas e deixa-se vagar, incrédula e satisfeita, no mundo dos sonhos – devassos.

Alexandre C. Martins - 30 de agosto de 2008

2 comentários:

'eskesitynha' disse...

parabén pelo conto, belissimo..
e nos prende a cada palavra!

Te desejo sucesso!

daiana disse...

Me indentifiquei muito com "sexo casual" por q adoro aventuras a dois,e sexo pra mim não deve ter hora e nem lugar,tem q ser feito na hora q der vontade,quando tiver um clima,com aquela pessoa q é muito especial,ou aquela q vc simplesmente deseja!

AdoreI MuitO